terça-feira, 23 de junho de 2009


As tuas mãos

vagueando pelo corpo

dulcificando

o desânimo

em pecado

não capital

natural.

Na sofisticada

simplicidade

da natureza

um grito

arrancado à terra

prenuncio de vida

no subtil equilíbrio

entre os sons

e a vontade

de calar o silêncio

polífono silêncio

ocasos inacabados

num vale perfumado

dos odores sôfregos

essências de ti

na intensa

busca

da natureza de nós

pedaços de sonho

realizado
Tristão

7 comentários:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Gostei muito, é um tipo de poema que aprecio muito.
Vejo que quem administra este Blog é uma só pessoa. E desconfio que é portuguesa, pelo "subtil". Aqui, escrevemos "sutil".
Tenho um Blog coletivo POESIA EM LÍNGUA PORTUGUESA:
http://blogrenatapoesia,blogspot.com
e gostaria de saber se vc me daria a permissão para publicar um poema seu.
Responda isso no meu Blog FEMININA, ok?
Um abraço,
Renata Cordeiro

mundo azul disse...

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É um belo poema!

"...a simplicidade sofisticada da Natureza..." É mesmo!


Beijos de luz e o meu carinho...


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Menina do Rio disse...

Um encontro perfeito, esse prenúncio de vida, essa busca...

Te deixo um beijo

Maria Clarinda disse...

Como sempre um poema lindo, a colorir esta manhã de um verão farrusco.
Obrigada.Bj

Marlene Maravilha disse...

Passei para visitar e agradecer a presença no meu humilde espaço.
Gostei demais. Não me surpreendo, já que os portugueses sao quase todos poetas!!!Há uma facilidade absurda em colocar a sensibilidade em forma de poesia!
beijo grande e um feliz final de semana!

Vieira Calado disse...

A discrição do sonho?

Será?

Desejo-lhe

um bom resto de fim de semana.

Tatiana disse...

Intensamente belo o poema!

Desejo para você uma semana repleta de dádivas!

Um beijo carinhoso